O OBOÉ, O FAGOTE ... E O CLARINETE.
- RafaelCiampi
- 29 de out. de 2020
- 2 min de leitura
Quando eu era criança, tive vontade de tocar oboé. Sério! Talvez por causa daquele disco “Pedro e o Lobo”, que conta uma aventura emocionante (pelo menos naquela época, naquela idade, era), em que se apresentam o som de vários instrumentos musicais.
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Quando eu era criança, tive vontade de tocar oboé. Sério! Talvez por causa daquele disco “Pedro e o Lobo”, que conta uma aventura emocionante (pelo menos naquela época, naquela idade, era), em que se apresentam o som de vários instrumentos musicais. Dentre eles o oboé, do qual eu tinha um certo orgulho de reconhecer o som e a forma física.
Como várias das paixões infantis, essa acabou sendo esquecida ou substituída (o fato de eu ter sido um quase guitarrista, na adolescência, deve ser uma substituição – não que eu veja alguma relação entre os dois instrumentos).
De uns tempos para cá, começamos a levar a minha tia para assistir aos concertos da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS), que, nem a sigla é simples, por isso, vou me referir a ela apenas como Orquestra de Brasília (não pense nessa sigla!!). É inegável que a experiência imersiva de assistir a esse tipo de evento é única e muito especial. Sempre chegávamos cedo.
Numa dessas vezes, em que assistíamos ao aquecimento dos músicos, vimos que tinham um oboé e um fagote. Daí me lembrei da infância e falei: “Nossa um oboé”! – como eu tinha esquecido o nome do outro instrumento, fizemos uso da tecnologia moderna e pesquisamos sobre os instrumentos. Resultado: o instrumento que eu chamava de oboé era, na verdade, o fagote e o outro era o oboé.
Pensando no som desse instrumento, lembro-me do meu pai ouvindo a orquestra Tabajara e de eu conseguir identificar o timbre que eu ouvia e achei engraçado pensar que o tempo todo era um fagote que eu estava ouvindo. Tenho imagens muito nítidas na minha cabeça, meu pai, no carro, nos passeios dominicais acompanhando, com gestos, a orquestra. Com uma precisão tão grande (pelo menos, para mim, quando criança, parecia ser) que sou capaz de acreditar que se o colocassem para reger a tal orquestra, daria certo.
Movido por uma vontade de relembrar esses momentos pesquisei na internet até achar algumas das execuções da orquestra e acabei lendo um pouco sobre o assunto. O instrumento que eu ouvia, fazendo alguns solos na orquestra Tabajara, era o clarinete.
Na pesquisa, aprendi que os três instrumentos: oboé, fagote e clarinete, compõem uma seção específica da orquestra. Pelo menos isso.
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